Acordo Brasil-Colômbia pode “aumentar drasticamente” a exportação de veículos

08-10-2015 10:03

A chegada da presidenta Dilma Rousseff a Bogotá nesta quinta-feira (8), para visita de Estado ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, é aguardada com expectativa pelo setor automotivo brasileiro. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, diz que as montadoras esperam que o encontro sele um acordo comercial eliminando taxas de importação cobradas pelo vizinho sul-americano sobre veículos produzidos no Brasil para aumentar “drasticamente” as exportações .

“Estamos apoiando o governo na confecção, no aprofundamento, do acordo com a Colômbia. A convicção da Anfavea é de que nessa semana, durante a visita da presidenta Dilma, seja possível anunciar mais um acordo costurado pelo ministro Armando Monteiro (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o MDIC)”, afirma Moan ao Portal Brasil.

A expectativa, segundo ele, ocorre devido ao fato da Colômbia ser o terceiro maior mercado automotivo da América do Sul e de a economia colombiana ser a segunda maior do continente. “A participação dos carros brasileiros está muito baixa (no mercado colombiano), tendo em vista que hoje há cobrança do imposto de importação”, diz.

Moan considera que um acordo entre Brasil e Colômbia tem potencial para repetir os resultados do acerto bilateral com o México. A renovação do acordo automotivo com os mexicanos elevou as exportações brasileiras de automóveis àquele país em cerca de 50% em 2015. “Acho que com esse acordo (com a Colômbia) nós aumentamos drasticamente a possibilidade de exportamos veículos para a Colômbia”, estimou.

De acordo com o presidente da Anfavea, os acordos costurados pelo MDIC são o que têm ajudado a indústria neste ano de crise econômica. O resultado é o crescimento de 12,5% na quantidade de veículos exportados entre janeiro e setembro.

Em 2014, as montadoras brasileiras haviam vendido 261.307 veículos até setembro. Em 2015, o fluxo é de 293.497 unidades de janeiro a setembro. As montadoras venderam mais de US$ 6,6 bilhões neste ano. “Essa é a melhor demonstração de que os acordos são vitais para as nossas exportações”, afirmou Moan.

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