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Dólar dispara e supera R$5,67 com preocupação fiscal; BC vende moeda à vista

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Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar disparava nesta quinta-feira, chegando a superar a marca de 5,67 reais, em meio a pessimismo de investidores sobre a saúde fiscal do Brasil, principalmente depois que o Senado derrubou o veto que impede reajuste salarial de servidores.

Às 13:22, o dólar avançava 1,63%, a 5,6210 reais na venda. Na máxima do dia, a divisa saltou 2,59%, a 5,674 reais. Considerando fechamento, esse seria o maior patamar desde 20 de maio (5,6902 reais).

O principal contrato de dólar futuro subia 1,11%, a 5,6210 reais, depois de alcançar 5,6750 reais.

O Senado derrubou na quarta-feira veto presidencial a projeto sobre reajuste salarial a categorias do serviço público durante a pandemia de Covid-19, medida que foi chamada de “péssimo sinal” pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A proibição da concessão de aumentos havia sido estabelecida pelo governo como contrapartida ao auxílio federal de 60 bilhões de reais repassado a Estados e municípios para o enfrentamento da crise do coronavírus. A derrubada do veto ainda terá de passar por votação na Câmara dos Deputados, cujo presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a Casa está trabalhando para manter o veto.

“O clima está bem pesado”, disse à Reuters Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. “Essa derrota ontem no Senado foi inacreditável. O principal risco do Brasil é o fiscal, e em meio a conversas sobre extensão do auxílio emergencial, isso vai continuar prejudicando as contas públicas.”

“Se realmente a Câmara confirmar a derrubada desse veto, não acharia estranho ver o dólar voltar a buscar os 5,80 reais”, completou, acrescentando que a confiança em Paulo Guedes é um fator que tem impedido depreciação maior da moeda brasileira.

A disparada do dólar acontece em meio a um cenário de incertezas políticas, depois que boatos sobre uma possível demissão do ministro da Economia abalaram os mercados.

Ainda que tanto Guedes quanto o presidente Jair Bolsonaro tenham desmentido os rumores, afirmando que seguirão juntos na administração e que o teto de gastos será respeitado, a cautela permanecia, principalmente no contexto da grave crise sanitária e econômica causada pela pandemia de Covid-19.

“Grosseiramente, poderíamos afirmar que ‘está caindo a ficha’, e, então, se constata que grande parte das projeções e perspectivas precipitadamente assumidas para construção de ambiente otimista não têm sustentabilidade, e que o país pode estar simplesmente insinuando o ‘voo da galinha’, disse em nota Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.

“O dólar é o fator que demonstra mais imediatamente os reflexos de preocupação com o agravamento da questão fiscal e, assim, na medida em que aumenta a percepção de risco, repercute no seu preço e se descola do comportamento externo da moeda americana”, completou.

Nesta quinta-feira, dentro de uma cesta de mais de 30 moedas de todo o mundo, o real registrava o pior desempenho em relação ao dólar. A moeda norte-americana operava em queda contra uma cesta de seis divisas de países ricos.

O BC fez leilão de moeda à vista nesta sessão, colocando 590 milhões de dólares. A autoridade monetária também vendeu todos os 12 mil contratos de swap cambial tradicional disponibilizados em operação de rolagem.

“O mercado vai precisar de mais proteção. O Banco Central tem tentado conter essa volatilidade devido às expectativas e pânico”, mas não consegue, sozinho, levar o dólar de volta a um patamar mais baixo, comentou Beyruti.

O dólar negociado no mercado interbancário fechou a última sessão em alta de 1,14%, a 5,5309 reais na venda, maior patamar desde 22 de maio.

O dólar sobe 40,4% em 2020, o que faz do real, de longe, a moeda com pior desempenho entre as principais divisas.

(Edição de José de Castro)

Fonte: Read More

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