Conheça o WTM Finance! Solicite Fechamento de Câmbio de sua Empresa via WhatsApp

Reação dos mercados é “razoável” em meio a deterioração de percepção fiscal, avalia executivo do BofA

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on skype
Share on email
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on skype
Share on email

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – A reação negativa dos mercados de câmbio e juros à piora do sentimento relacionado à política fiscal é “razoável”, e tanto o Tesouro quanto o Banco Central precisariam ver comportamentos “mais violentos” antes de intervirem de forma agressiva no funcionamento dos mercados, disse Nuno Martins, chefe de estruturação e vendas de derivativos do Bank of America no Brasil.

O dólar chegou a 5,67 reais nesta quinta-feira, nas máximas em três meses, com o real mais uma vez liderando as perdas globais. No mercado de DI, a inclinação entre os vencimentos janeiro 2025 e janeiro 2021 chegou a superar 400 pontos-base nos últimos dias, máxima desde maio.

Apenas em agosto, o dólar dispara 7,4%, enquanto o citado spread na curva de DI salta 65 pontos-base.

“O mercado tem piorado, mas não tem demonstrado ruptura técnica, nem nos padrões de oferta e demanda. Essa reação me parece adequada até aqui”, disse Martins à Reuters, lembrando que o BC voltou a atuar no mercado de câmbio com venda líquida de swaps cambiais e dólar à vista, enquanto o Tesouro reduziu o tamanho dos lotes em leilões primários de títulos (uma forma de amenizar pressões de alta nas taxas de DI).

O BC vendeu 1,140 bilhão de dólares em dois leilões de moeda à vista nesta sessão, depois de na véspera fazer oferta líquida de swap cambial –operação retomada na semana passada após cerca de três meses de pausa.

Nesta quinta, o Tesouro reduziu de 150 mil para 50 mil o lote de NTN-F (papel longo e, por isso, mais vulnerável a mudanças de preços no mercado) ofertado em leilão, enquanto elevou de 500 mil para 750 mil o montante disponibilizado de LFT –cujo rendimento é atrelado à Selic, portanto, um título de menor risco.

Em outras ocasiões de estresse no mercado, o Tesouro chegou a realizar operações extraordinárias de recompra de papéis, algumas vezes ao mesmo tempo que o BC fazia colocações programadas de liquidez no mercado para acalmar o câmbio.

“Ainda não estamos vendo movimentações diárias de 50 pontos-base, 70 pontos-base (nos DIs). Se houver alguma disfuncionalidade, acredito que o Tesouro deverá atuar.”

Sobre o real, Martins diz que a moeda segue afetada pelo “carry” (retorno) baixo, conforme a Selic está na mínima recorde de 2% ao ano, junto com maior percepção de risco. Esse quadro, em sua avaliação, segue influenciando a debilidade dos fluxos de portfólio, que sofreram debandada nos meses seguintes ao estouro da crise do coronavírus.

Segundo ele, a alta do dólar até estimulou mais operações de fechamento de câmbio para exportação, mas nada que tenha fugido dos padrões para momentos de valorização da moeda norte-americana como o atual. “Esse fluxo (de exportação) continua bom”, avaliou o executivo do BofA.

Para Martins, a piora nos preços do dólar e dos juros futuros não parece diretamente associada à percepção de que o Banco Central possa ter ido longe demais no processo de corte da Selic, como defendem alguns no mercado.

Fonte: Read More

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on skype
Share on email

Fale com um Consultor

Quer ter acesso a materiais gratuitos?

Cadastre-se em nossa Newsletter:

  • Este campo é para fins de validação e não deve ser alterado.

Informe os dados abaixo para receber um diagnóstico sem compromisso direto em seu WhatsApp!

Ligamos pra você!

Informe seus dados de contato para receber a ligação de um dos nossos consultores nos próximos minutos.

  • Este campo é para fins de validação e não deve ser alterado.